Vasco supera o Fluminense nos pênaltis e volta a uma final nacional após 14 anos

Léo Jardim brilha novamente nas penalidades e conduz o Cruz-Maltino à decisão da Copa do Brasil.

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O Vasco da Gama está de volta a uma final de campeonato nacional após 14 anos. Neste domingo (14), o Cruz-Maltino enfrentou o Fluminense no Maracanã e garantiu a classificação de forma dramática, ao vencer a disputa por pênaltis depois do empate no placar agregado.

Mais uma vez, o goleiro Léo Jardim foi decisivo, assumindo o protagonismo nas cobranças e conduzindo o clube à decisão da Copa do Brasil.

Mesmo com a vantagem construída no jogo de ida, o Vasco iniciou a partida pressionando o rival. Aos seis minutos, Philippe Coutinho encontrou Rayan com um passe preciso, e o atacante finalizou forte, mas a bola saiu em cima do gol. O Fluminense respondeu aos oito minutos, quando Renê cruzou para Everaldo, que cabeceou fraco, facilitando a defesa de Léo Jardim.

Aos 13 minutos, o Vasco esteve muito perto de abrir o placar em um lance de alto nível técnico. Rayan acionou Andrez Gómez em velocidade, o colombiano passou pela marcação e finalizou colocado, mas Fábio realizou grande defesa para evitar o gol vascaíno.

Após um início de maior intensidade do Vasco, o Fluminense passou a ter mais posse de bola, embora encontrasse dificuldades para criar chances claras. Ainda assim, o Tricolor conseguiu igualar o placar agregado aos 36 minutos. Canobbio cruzou para Everaldo, que acertou a trave; no rebote, Paulo Henrique tentou afastar e acabou marcando contra. O gol fez o confronto ir a 2 a 2 no agregado.

O Vasco tentou reagir, mas encontrou novamente Fábio em noite inspirada. Aos 44 minutos, Nuno Moreira acionou Coutinho, que finalizou colocado após jogada característica, exigindo mais uma defesa do goleiro tricolor. O primeiro tempo terminou com equilíbrio, após um início melhor do Cruz-Maltino e a recuperação do Fluminense.

Na segunda etapa, o Vasco levou um susto logo aos 49 minutos. Cauã Barros errou na saída de bola, Lucho Acosta recuperou, mas escorregou no momento da finalização. A resposta vascaína veio aos 54 minutos, quando Rayan cabeceou após cruzamento de Puma Rodríguez, obrigando Fábio a intervir novamente.

A pressão seguiu aos 58 minutos. Após novo cruzamento de Andrez Gómez, Fábio afastou parcialmente e Puma finalizou no rebote, mas foi travado por Facundo Bernal. Com o desgaste físico evidente, o ritmo da partida caiu nos minutos finais. Ainda assim, o Fluminense teve uma grande chance aos 94 minutos, com John Kennedy, que finalizou mal e desperdiçou a oportunidade.

Com o empate mantido, a decisão foi para os pênaltis, em uma disputa marcada por tensão e alternância de emoções.

Thiago Silva abriu a série convertendo para o Fluminense, enquanto Vegetti desperdiçou para o Vasco, com defesa de Fábio.

Na sequência, Léo Jardim defendeu a cobrança de John Kennedy, e Rayan converteu para manter o Cruz-Maltino vivo.

Ganso marcou o terceiro do Fluminense, e Victor Luís empatou a disputa.

Renê colocou o Tricolor novamente em vantagem, mas Coutinho respondeu com categoria, acertando o ângulo após a bola tocar na trave.

Na quinta cobrança, Léo Jardim brilhou ao defender o chute de Canobbio. Coube a Puma Rodríguez a responsabilidade final: o uruguaio deslocou Fábio e confirmou a classificação vascaína.

A classificação encerra um longo jejum do Vasco em decisões nacionais — a última final havia sido disputada em 2011. O feito reforça a recuperação esportiva do clube e mantém viva a esperança de um título que pode marcar uma virada definitiva de cenário após anos de instabilidade. Para o Fluminense, a eliminação representa um desfecho amargo de temporada, marcada por frustrações em momentos decisivos.

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