Última Mesa da Lapa apresenta o lado mais despretensioso de Sain

Em Última Mesa da Lapa, o rapper carioca aposta em uma experiência musical que combina com os encontros, as conversas e a rotina de quem vive a cidade

A Lapa tem seu próprio som, e todo mundo que já andou pelas ruas da Mem de Sá sabe disso. É o barulho das conversas que vão madrugada adentro, as músicas tocando dentro dos bares e aquela sensação de que sempre tem mais uma história acontecendo em algumas mesa. Essa é a sensação que Última Mesa da Lapa, novo disco de Sain, consegue transmitir.

Lançado na última semana, o álbum tem uma premissa simples, mas muito interessantes, Sain transformou a experiência de ouvir música em algo parecido com sintonizar uma rádio. Ao longo das 18 faixas, vinhetas, conversas e diferentes sonoridades ajudam a construir esse universo, inspirado na vida noturna da Lapa, no Rio de Janeiro.

A ideia também ganhou vida fora do disco com a criação da Bloco 7 FM, uma rádio online que amplia a experiência do álbum e reforça a proposta de criar um espaço próprio para suas referências musicais e culturais.

Um disco para deixar rolando

Última Mesa da Lapa é daqueles álbuns que você coloca para tocar e, quando percebe, já passou um bom tempo ouvindo. É trilha sonora para fazer faxina em casa, tomar uma cerveja no fim do dia ou deixar tocando na praia e quando joga conversa fora com os amigos.

Não é necessariamente um álbum que exige atenção a cada segundo. Ele também funciona como companhia, como uma música que entra na rotina sem precisar interromper o que está acontecendo. E isso não significa que seja um trabalho que não mereça ser ouvido com atenção. Pelo contrário, pois quando você nota os detalhes, as transições e a maneira como as faixas se conectam, entende melhor a proposta do Sain.

Em uma época que tantos lançamentos parecem disputar alguns segundos de atenção nas redes sociais, existe algo interessante em um álbum que não precisa transformar cada faixa em um acontecimento. Sain parece confortável em seguir por outro caminho, apostando na identidade do projeto e na experiência de ouvi-lo por inteiro.

A Lapa dentro e fora das músicas

A escolha da Lapa como cenário principal ajuda a dar sentido a essa experiência. Bairro conhecido pelas vidas noturna, pelos bares e pelos encontros na madrugada, o lugar combina com a ideia de um álbum que parece estar sempre em movimento, como uma rádio tocando enquanto a vida acontece.

Com a Bloco 7 FM, a proposta ultrapassa o formato tradicional de lançamento musical e cria outras possibilidades de contato com o público. O projeto também teve uma programação presencial no Rio de Janeiro para celebrar a chegada do disco.

O projeto ainda reúne participações de artistas como BK’, LEALL, Luccas Carlos e MC Carol, misturando diferentes referências dentro desse universo musical.

Mais do que tentar transformar cada faixa em um possível sucesso, Sain constrói um disco com identidade própria. Última Mesa da Lapa não precisa disputar o protagonismo de todos os momentos do seu dia. Ele pode simplesmente estar ali, tocando ao fundo enquanto você vive.

Mais notícias

+
- Publicidade -
- Publicidade -

Veja também