Além das asas: a importância das brasileiras para a história da Victoria’s Secret

As modelos brasileiras marcaram a história do Victoria’s Secret Fashion Show e seguem conquistando espaço em um dos principais desfiles da indústria da moda.

Entre os nomes mais importantes dessa história estão Adriana Lima e Alessandra Ambrósio, que se tornaram símbolos da marca e referências para diferentes gerações de modelos. Adriana Lima é um dos rostos mais emblemáticos da Victoria’s Secret, com uma trajetória marcada por participações memoráveis e pelo carinho do público, que acompanha suas aparições na passarela ao longo dos anos. Alessandra Ambrósio também construiu uma história de destaque com a grife, consolidando seu nome entre as modelos brasileiras mais reconhecidas internacionalmente.

Adriana Lima e Alessandra Ambrósio posam para campanha da Victoria’s Secret. Em 2014, a grife escolheu as duas modelos para apresentar o fantasy bra, fato inédito na história da marca Foto: Divulgação

A presença dessas profissionais ajudou a aproximar o público da marca e a transformar suas aparições em alguns dos momentos mais aguardados do desfile. Ao longo dos anos, as duas conquistaram reconhecimento para além das passarelas, tornando-se referências no mercado fashion e mostrando como a participação em um evento internacional pode contribuir para a construção de uma carreira duradoura.

Outra brasileira fundamental nessa trajetória é Gisele Bündchen. Durante sua passagem pela marca, entre 2000 e 2007, a modelo contribuiu para ampliar a projeção internacional do desfile. Já Lais Ribeiro entrou para a história ao usar o Fantasy Bra em 2017, uma das peças mais emblemáticas da apresentação. Izabel Goulart também integrou o grupo de Angels, reforçando a presença brasileira entre os principais nomes da grife.

Gisele fazendo uma abertura especial no desfile de 2026 Reprodução/@victoriassecret

A importância dessas profissionais não está apenas na quantidade de participações ou na repercussão de suas aparições. Ao longo das décadas, elas ajudaram a transformar o desfile em uma vitrine para o talento brasileiro, levando seus nomes a públicos de diferentes países. Suas trajetórias também mostram como a moda pode ultrapassar as questões estéticas e se tornar uma plataforma de reconhecimento profissional, influência cultural e construção de imagem.

Essa história também abre espaço para novas gerações. Na edição de 2025, Daiane Sodré e Gabriela Moura dividiram a passarela com nomes consagrados, mostrando que a presença brasileira continua se renovando. Gabi Moura desfila pela PINK, linha da Victoria’s Secret voltada ao público jovem, e não integra oficialmente o grupo de Angels. A participação de diferentes profissionais demonstra que existem caminhos distintos para conquistar espaço dentro do universo da marca.

Daiana Sodré no desfile desse ano Reprodução/@daianesodre

Em 2026, o Brasil voltou a ganhar destaque com a participação de diferentes gerações de modelos. Além de Adriana Lima e Alessandra Ambrósio, Carol Trentini retornou ao evento após 17 anos, enquanto Daiane Sodré fez sua segunda participação e Luiza Perote estreou na passarela da grife. A reunião de modelos com experiências tão distintas mostrou como o desfile pode conectar profissionais que já construíram carreiras internacionais a outras que estão começando a conquistar visibilidade.

Alessandra e Adriana comemorando o 20° e 21° aniversários delas de desfile Reprodução/@alessandraambrosio

A convivência entre veteranas e estreantes demonstra que o reconhecimento conquistado pelas brasileiras não depende de um único nome ou de uma geração específica. Enquanto as modelos consagradas carregam a experiência e a memória de diferentes fases do desfile, as mais jovens apresentam novas possibilidades de representação e acompanham as transformações da indústria fashion. Essa renovação também serve de inspiração para meninas e jovens que sonham em seguir carreira na moda, mostrando que conquistar espaço em uma passarela internacional é um objetivo que pode ser perseguido por novas gerações de profissionais.

Além de incentivar novos talentos, a presença de brasileiras no evento contribui para ampliar a visibilidade do país em um mercado altamente competitivo. A participação em um desfile internacional pode abrir portas para campanhas publicitárias, editoriais de revistas e parcerias com grandes marcas. Ao mesmo tempo, o reconhecimento de modelos que vieram de diferentes trajetórias ajuda a mostrar que uma carreira na moda é construída por meio de oportunidades, experiência, preparação e trabalho contínuo.

O impacto também pode ser percebido na relação do público com o desfile. Em uma época em que as redes sociais ampliam a circulação de imagens e aproximam modelos de seus admiradores, cada edição ganha novas formas de repercussão. As profissionais passam a ser acompanhadas não apenas pelo trabalho na passarela, mas também por suas histórias, conquistas e experiências fora dela. Dessa forma, o desfile se mantém presente nas conversas sobre moda, comportamento e cultura pop.

É importante diferenciar a participação no desfile do título oficial de Angel. Embora o termo seja frequentemente associado às modelos que representam a marca, nem toda profissional que desfila para a Victoria’s Secret ocupa oficialmente essa posição. Ser uma Angel envolve uma relação mais ampla com a grife, que pode incluir campanhas e atuação como embaixadora.

Ao reunir nomes históricos e novos talentos, o Victoria’s Secret Fashion Show reafirma a importância das brasileiras para a construção de sua identidade. Das trajetórias de Adriana Lima e Alessandra Ambrósio às novas representantes do país, essas profissionais mostram que sua contribuição vai além das asas e dos looks apresentados na passarela. Elas fazem parte da memória do evento, inspiram quem deseja ingressar na indústria da moda e ajudam a manter o Brasil em evidência em um dos cenários mais disputados do mercado internacional.

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