A Cidades das Artes, na Barra da Tijuca, recebeu no terceiro dia do Rio2C painéis sobre geopolítica audiovisual. No Global Stage, Paco Ramos, VP de Conteúdo da Netflix para a América Latina, explicou a importância da descentralização da produção de conteúdos, focando em produzir conteúdos reais e locais, lembrando a construção do escritório da empresa no Brasil, a primeira sede na América Latina.
Ainda no Global Stage, em conversa com a cineasta Marina Person, o Presidente de Direct-to-Consumer International Originals do Disney+ , Eric Schrier, pontuou a estratégia em buscar conteúdos que conversem com a cultura brasileira e principalmente com parceiros locais.
O evento proporcionou ao público o painel mais descontraído do dia, Regina Casé e Zeca Pagodinho se encontraram para relembrar anos de amizade, a vida simples do cantor e sua rotina em Xerém. Durante a conversa, um drone apareceu para captar imagens dos artistas e Zeca se divertiu dizendo “Eu odeio esse troço (sic). Toda a vez acho que vai bater em mim” arrancando risos e aplausos da platéia.
No Story Village, durante o painel “A Narrativa da Composição”, Ferrugem e Xamã debateram sobre seus processos criativos e recordaram suas raízes na Zona Oeste carioca, com mediação do curador Zé Ricardo.
Mais cedo, o Story Village recebeu as maiores lideranças do setor de negócios na atualidade, Elisabetta Zenatti (Netflix Brasil), Julia Rueff (Globoplay), Patricia Muratori (YouTube América Latina) e Renata Brandão (Conspiração Filmes) se uniram para debater sobre a flexibilização do licenciamento de conteúdos e novos modelos de assinaturas de streamings, gratuitas e híbridas.
Em papo com Glenda Kozlowsky, a Vice Secretária-Geral e Diretora Jurídica da CONMEBOL, Monserrat Jimenez, defendeu a imposição de um sistema mais rígido perante governanças internas de um clube, como a obrigatoriedade de um compliance. Levantou também assuntos como esquemas de aposta e excesso de dinheiro estrangeiro no esporte.


