A tradicional postura dos goleiros de simular lesões para esfriar o jogo ou gastar o tempo parece estar cada vez mais raro no Brasileirão. Algo que era tão cobrado pela arbitragem está passando por uma mudança brusca de comportamento graças a nova diretriz da CBF.
Para combater a “cera”, a entidade estipulou que qualquer atendimento médico ao dono da meta obriga a equipe a retirar um jogador de linha do gramado por pelo menos um minuto.
Antes da mudança, o campeonato contabilizava 88 atendimentos em 215 partidas, com média de 0,409 ocorrência por jogo. A partir da rodada 23, foram apenas nove registros em 62 partidas, reduzindo a média para 0,145 atendimento por confronto. Os atendimentos médicos aos goleiros caíram 65%.
Desde 2022, a média de atendimentos de goleiros vinha próxima de 0,45 por partida, enquanto 2025 registrou o maior índice do período, com 0,544.
Como funciona a nova regra
- O jogador que receber atendimento médico precisa permanecer fora do campo por pelo menos 1 minuto antes de retornar.
- Quando o atendimento é realizado em um goleiro, ele permanece no gramado, mas um jogador de linha de sua equipe precisa sair por um minuto.
- O treinador tem 10 segundos para indicar qual atleta deixará o campo.
- Caso não faça a indicação dentro desse período, o capitão será responsável por cumprir a punição.
- Se o próprio goleiro for o capitão, um jogador de linha será escolhido por sorteio para deixar o gramado.


