Antes do embarque da delegação vascaína para São Paulo, Pedrinho, presidente do Vasco, afirmou que não pediu para jogar a volta da Copa do Brasil no Maracanã e estranhou o comunicado do Consórcio Fla-Flu que colocou o estádio à disposição do time cruzmaltino.
“Eu quero ver se, numa necessidade, a gente vai ter essa generosidade. Eu gostaria muito que esse posicionamento do Consórcio fosse uma abertura para um diálogo justo, mas não acredito nisso. (…) As pessoas se acham espertas, mas não são, ainda mais nessa situação. Sei muito bem qual foi a intenção.”
– declarou o Presidente
Pedrinho destacou ainda que o Vasco já possuía autorização para disputar a partida em São Januário. Segundo o presidente, as tratativas sobre alternativas para sediar o confronto estavam sendo realizadas diretamente com os responsáveis, sem que houvesse qualquer solicitação pública ao consórcio.
“Eu não fiz nenhum pedido ao consórcio do Maracanã. Eu tinha autorização para jogar em São Januário. Me causa estranheza. Esse próprio consórcio não assinou um documento do acordo, em que Flamengo e Fluminense haviam assinado o acordo. Nunca vi, desde que estou no futebol, alguém oferecer um estádio para jogar publicamente.”
– afirmou Pedrinho
Histórico de tensão com a administração
O relacionamento entre o Vasco e os administradores do Maracanã voltou a se desgastar nas últimas semanas. Para receber o Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana, em 20 de outubro, o clube precisou acionar a Justiça após ter os pedidos de uso do estádio negados por Flamengo e Fluminense.
Visando o duelo de volta contra o Palmeiras, marcado para o dia 8 de novembro, às 17h, a diretoria vascaína tenta obter as liberações da Polícia Militar e do Ministério Público para ampliar a capacidade de São Januário para cerca de 25 mil torcedores.

Foco no Campeonato
Antes de definir os rumos da Copa do Brasil, Vasco e Palmeiras entram em campo neste domingo, às 16h, no Nubank Parque, em São Paulo, pelo jogo de ida da semifinal da competição.

