O System of a Down já está há duas décadas sem lançar um novo álbum de estúdio. O último trabalho completo da banda foi o projeto duplo composto por Mezmerize, lançado em maio de 2005, e Hypnotize, em novembro do mesmo ano.
No entanto, mesmo sem um novo álbum, o SOAD continua alcançando diferentes gerações e mantendo uma presença relevante no rock. O fenômeno não é fruto de nostalgia pontual, mas sim de um conjunto de pilares que sustentam a banda até hoje.
O som que diferencia
O System of a Down construiu seu legado a partir de uma identidade única, que marcou o metal alternativo do fim dos anos 90. A banda é conhecida pela mistura da agressividade do metal com trechos melódicos e intimistas, além de ritmos folclóricos tradicionais da Armênia e do Oriente Médio.
No álbum de estreia homônimo, lançado em 1998, já é possível identificar essa dinâmica da banda, ao observar faixas como Sugar, Know e Spiders.
Hits que atravessaram gerações
Com seu som marcante, as canções do SOAD tornaram-se clássicas. É difícil acompanhar a cena do rock sem conhecer Chop Suey! ou Toxicity. As duas faixas ultrapassaram a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube, enquanto a banda chegou a 26 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
Letras que continuam atuais
O System of a Down também é conhecido por suas letras políticas, abordando temas como guerras, violência policial e injustiças sociais. Apesar das músicas terem sido lançadas há mais de 20 anos, os temas centrais criticados continuam existindo.
B.Y.O.B., por exemplo, foi uma das músicas políticas mais impactantes dos anos 2000 e criticou diretamente a Guerra do Iraque, abordando o militarismo, a exploração da classe trabalhadora e o complexo militar-industrial.
O ativismo que permanece
A escassez de álbuns não está necessariamente ligada à interrupção de lançamentos de singles. Em novembro de 2020, a banda lançou as faixas Protect the Land e Genocidal Humanoidz em decorrência de um conflito armado que aconteceu em setembro do mesmo ano na região de Artsakh (Nagorno-Karabakh) entre o Azerbaijão e a Armênia — país de ascendência dos integrantes.
Os lucros dos singles foram destinados aos afetados pelo conflito. A iniciativa arrecadou mais de 600 mil dólares e lembrou ao público mais uma vez as raízes do SOAD como uma banda política.
A raridade dos shows
O System of a Down não faz uma turnê mundial completa no modelo tradicional desde meados de 2015. Ou seja, sem tour e sem álbum novo, qualquer aparição da banda vira um evento histórico. Isso mantém o interesse do público, já que os fãs não perdem a oportunidade de ouvir seus sucessos ao vivo.
Em 2027, a banda retornará ao Brasil ao lado do Faith No More. A One Night Only será a única apresentação das duas bandas juntas na América do Sul e já conta com setores esgotados.


