A chegada de reforços estrangeiros ao futebol brasileiro costuma exigir um período natural de adaptação, e não tem sido diferente com o atacante Anthony Valencia no Flamengo. Contratado no final de agosto, o jogador equatoriano de 23 anos desembarcou no Rio de Janeiro cercado de expectativa por parte da torcida e da imprensa.
O perfil e o motivo da contratação
A diretoria e o departamento de análise de mercado investiram na contratação de Valencia por causa de suas principais características: muita velocidade pelos lados do campo, habilidade no um contra um e capacidade de quebrar linhas de marcação.
O clube buscava um jogador jovem com esse perfil dinâmico para dar mais alternativas de jogadas rápidas ao setor ofensivo, suprindo a necessidade de ter opções velozes para o decorrer das partidas mais difíceis da temporada.
Concorrência e adaptação gradual
Apesar da grande expectativa criada em torno do seu futebol, a comissão técnica tem preferido ir com calma para inserir o reforço na equipe. A concorrência pesada no setor também ajuda a explicar a cautela: nomes como Plata, Carrascal, Luiz Araújo e até Paquetá disputam espaço na mesma faixa de campo.
Com tantas alternativas de peso, a estreia oficial com a camisa rubro-negra aconteceu na partida contra o Remo, quando o equatoriano entrou no finalzinho e atuou por cerca de sete minutos.

Nos confrontos seguintes pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa Libertadores, ele permaneceu como opção no banco de reservas, ganhando tempo para se adaptar aos treinos e ao ritmo forte do futebol brasileiro.
Período de treinos e planos da comissão
O período de paralisação do calendário para a Data FIFA está ajudando bastante nesse processo. Além de ter sido convocado para defender a seleção do Equador o que demonstra o prestígio que ele tem em seu país, os dias de treinos fechados no Centro de Treinamento George Helal estão sendo fundamentais para ele melhorar sua qualidade física e suas habilidades com a bola.
Internamente, a situação é tratada com tranquilidade e vista como um processo natural, havendo forte confiança na evolução do atleta. O próprio técnico Leonardo Jardim comentou recentemente sobre a gestão dos garotos do elenco, citando Valencia e Joaquin Freitas: “São dois meninos, são jogadores em que acredito, eles vão evoluir”.
O plano do clube com o camisa 14 é claro: dar minutos de jogo aos poucos para evitar qualquer tipo de sobrecarga física ou pressões excessivas, com a expectativa de que ele se torne titular a médio prazo conforme a temporada avança para a reta mais decisiva.


