Salvador recebe, nesta sexta-feira (18), a estreia do Olorin, novo projeto da música instrumental baiana que chega ao palco do Teatro SESC Casa do Comércio com uma homenagem à obra de Dorival Caymmi. O espetáculo “Olorin toca Caymmi com Armandinho Macêdo” propõe novas leituras para canções que fazem parte da história da música brasileira, combinando instrumentos tradicionais da música baiana, recursos audiovisuais e arranjos contemporâneos.
Às vésperas da estreia, o projeto divulgou parte do repertório que será apresentado. Entre as músicas estão “São Salvador”, “2 de Fevereiro”, “365 Igrejas”, “Saudade de Itapuã”, “Só Louco”, “Vatapá”, “Canoeiro”, “Maracangalha”, “Marina”, “O que é que a baiana tem”, “Adeus” e “Abaeté”. A apresentação será aberta com um solo de berimbau.
A proposta do Olorin é revisitar a obra de Caymmi a partir da música instrumental, sem reproduzir os arranjos originais. As canções ganham novas interpretações por meio de instrumentos como guitarra baiana, bandolim, violões, baixo e percussão.
O espetáculo também terá a participação de Armandinho Macêdo, referência da música instrumental brasileira e da guitarra baiana. O encontro aproxima o legado de Caymmi de uma tradição instrumental desenvolvida na Bahia e de uma produção musical contemporânea.
Música, imagem e tecnologia
Idealizado por Paulo Argolo e João Falcão Neto, o Olorin também incorpora elementos audiovisuais à apresentação. As projeções do VJ Gabiru acompanham a execução musical em tempo real, criando imagens e paisagens digitais relacionadas às músicas apresentadas.
A proposta combina música instrumental, projeções e referências à ancestralidade baiana, criando uma experiência que busca apresentar a obra de Caymmi por meio de novas sonoridades e possibilidades visuais.
Projeto mira circulação internacional
A estreia em Salvador marca o início da circulação do Olorin. De acordo com os idealizadores, o projeto tem entre seus próximos objetivos a participação, em abril de 2027, da Atlantic Music Expo (AME) e do Kriol Jazz Festival, em Cabo Verde.
O planejamento também prevê apresentações em Rabat e Marrakesh, no Marrocos, além de cidades europeias como Lisboa, Coimbra, Madrid e Barcelona.
Para Paulo Argolo, responsável pela escolha do nome Olorin, o termo tem origem iorubá e reúne “Olô”, associado à ideia de posse ou agência, e “Orin”, que significa canção ou música. Segundo o idealizador, o nome também estabelece uma relação com a ideia de sonho e visualização de algo que se deseja realizar.
“O espetáculo que chega a Salvador nesta semana é, portanto, o primeiro capítulo dessa trajetória e a setlist recém-divulgada dá ao público uma prévia do que será essa primeira travessia pelas águas de Caymmi”, afirma Paulo Argolo.


