Museu de Arte do Rio recebe exposição inédita e gratuita que transforma a Amazônia em experiência sensorial

Realizada pela Vale, mostra reúne livro, vinil prensado com vitória e obras fotográficas em uma vivência imersiva inspirada no espetáculo Amazônia Live

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O Museu de Arte do Rio (MAR) recebe a exposição Amazônia Alive. O projeto realizado pela Vale propõe uma nova forma de sentir a floresta amazônica. A mostra, aberta nesta quinta-feira, 28 de maio, reúne livro, disco e obras fotográficas em uma experiência imersiva que transforma o bioma em linguagem sensorial, conectando arte, cultura e conscientização ambiental.

A publicação, com 700 páginas, foi concebida como um sistema artístico vivo, sem pretensão científica, mas com a ambição de traduzir a complexidade da floresta por meio da arte. Mais de 45 artistas e mais de 30 linguagens visuais se entrelaçam em uma narrativa que integra fotografia, ilustração, dados e tipografia.

Cada capítulo segue uma lógica própria, atravessando temas como lendas, natureza, povos originários, cultura popular, arte, gastronomia, línguas e memória, revelando diferentes camadas da Amazônia. O livro foi produzido com papel sustentável, utilizando processos artesanais, costura aparente e acabamento manual, valorizando o trabalho de artesãos locais e reforçando a materialidade da obra.

Crédito: Matheus Miró

Ainda assim, o que é apresentado corresponde a apenas 0,00012% de toda sua diversidade. Uma estimativa simbólica, projetada com o apoio de inteligência artificial, que reforça um ponto essencial: a floresta sempre transcende qualquer tentativa de registro.

O disco surge a partir desse mesmo olhar, em um gesto ainda mais direto. A própria vitória-régia se transforma em vinil e materializa sons da floresta, vozes de povos indígenas e comunidades ribeirinhas, e ritmos do Norte do Brasil. Mais do que uma obra sobre a Amazônia, trata-se de uma experiência de escuta: uma forma de, enfim, ouvi-la.

A exposição apresenta também o trabalho do fotógrafo Maurício Nahas, que está presente no livro. Em uma série de retratos, elementos naturais são incorporados ao corpo, formando silhuetas que expandem o humano em paisagem. Composições onde corpo, matéria e ambiente coexistem no mesmo plano. Seus fotografados vestem peças feitas com materiais orgânicos como sementes, palhas, cipós e folhas.

A exposição nasce a partir do Amazônia Live, espetáculo criado e realizado pela Rock World em setembro do ano passado que, por meio da música, fez um convite à reflexão sobre a preservação em um palco flutuante em forma de vitória-régia sobre o Rio Guamá. O evento reuniu Mariah Carey e artistas brasileiros em uma apresentação transmitida globalmente, tendo a floresta como cenário central.

Agora, o projeto ganha continuidade no MAR como uma obra expandida, convidando o público a ver, ouvir e sentir a Amazônia para além das imagens já conhecidas. A proposta é aproximar os visitantes da complexidade do território amazônico por meio de diferentes linguagens artísticas e sensoriais.

“A Vale atua de forma responsável na Amazônia há 40 anos, contribuindo com a proteção de 800 mil hectares do Mosaico de Carajás, no Pará, em parceria com o ICMBio. É essa proximidade e conexão que queremos expandir. Acreditamos que esse projeto pode ajudar a revelar uma Amazônia viva, feita não apenas de biodiversidade, mas também de pessoas, culturas, sons e histórias. A exposição é uma maneira de transformar conscientização em conexão emocional”, afirma Leandro Modé, diretor de Comunicação e Marca da Vale.

Para o MAR, a exposição reforça o papel do museu como espaço de encontro entre arte e conscientização. “A arte tem a capacidade de criar experiências que a informação sozinha nem sempre alcança. Essa exposição convida o visitante a perceber a Amazônia de maneira mais sensorial e afetiva. Som, imagem, escala, matéria e narrativa se combinam para criar uma vivência que aproxima o visitante da Amazônia, quase como um mergulho em seus ritmos, vozes e atmosferas”, diz Marcelo Velloso, diretor-executivo do MAR.

A exposição tem acesso gratuito e fica em cartaz até 10 de junho, no foyer do Museu de Arte do Rio, em celebração à Semana do Meio Ambiente.

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