Mais de 70% dos profissionais das gerações Z e Millennial usam GenAI no trabalho, mostra estudo

Nova edição da pesquisa global anual "Gen Z and Millennials" mostra que quase 30% dos brasileiros entrevistados já fizeram algum treinamento sobre GenAI e cerca de 45% devem concluir algum treinamento nesse sentido até o final do ano.

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Nova edição da pesquisa global anual “Gen Z and Millennials” mostra que quase 30% dos brasileiros entrevistados já fizeram algum treinamento sobre GenAI e cerca de 45% devem concluir algum treinamento nesse sentido até o final do ano;

A nova edição da pesquisa global anual “Gen Z and Millennials 2025“, realizada pela Deloitte, mostra que as Gerações Z e Millennials já incorporaram a Inteligência Artificial Generativa (GenAI) na rotina profissional.

Entre os entrevistados no Brasil, 70% entre a Geração Z e 72% dos Millennials afirmam usar GenAI no trabalho, principalmente, para criação de conteúdo (42% Gen Z e 43% Millennials) e de estratégia (42% Gen Z e 44% Millennials), análise de dados (41% Gen Z e 44% Millennials), design (39% Gen Z e 38% Millennials) e gestão de projetos (34% Gen Z e 44% Millennials).

Três em cada dez (29%) entrevistados da Gen Z e dos Millennials no País dizem que já realizaram algum tipo de treinamento sobre GenAI. A capacitação para aplicar a tecnologia no trabalho está no radar de 45% da Gen Z e 47% dos Millennials, que planejam conclui-la até o final de 2025.

Em relação ao impacto dessa tecnologia, os respondentes da pesquisa citam tanto percepções positivas quanto preocupações.

Para 89% da Gen Z e 88% Millennials, o uso da inteligência artificial possibilita mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal; enquanto 92% da Gen Z e 90% dos Millennials acreditam que a utilização impulsionou as suas entregas no trabalho.

Por outro lado, 61% da Gen Z e 58% dos Millennials manifestam a preocupação de que a GenAI vai eliminar algumas profissões.

Em sua 14ª edição, o estudo da Deloitte contou com a participação de 23.482 pessoas, em 44 países, entre outubro e dezembro do ano passado. No Brasil, foram 817 entrevistados, sendo 510 da Gen Z e 307 dos Millennials.

Deste público, 40% na Gen Z e 66% na Millennials possuem diploma universitário. Na amostra, já são pais ou mães 58% na Gen Z e 76% na Millenials. Além disso, 58% da Gen Z e 75% dos Millenials exercem trabalho full time.

Em posição avançada no universo corporativo, como chefe de departamento ou gestor sênior, são 48% na Gen Z e 58% na Millenials.

Expectativa sobre o papel do empregador para o aprendizado e desenvolvimento profissional

Na pesquisa, 77% do público da Geração Z e 79% dos Millennials no Brasil disseram estar desenvolvendo habilidades para avançar em suas carreiras pelo menos uma vez por semana.

Dentre as ferramentas apontadas como as mais relevantes para o crescimento profissional estão programas de treinamentos profissionais (91% Gen Z e 92% Millennials), experiências obtidas no dia a dia do trabalho (95% Gen Z e 96% Millennials), treinamentos online (92% Gen Z e 92% Millennials), mentoria de profissionais mais experientes (91% Gen Z e 92% Millennials), feedbacks e avaliações de performance (91% Gen Z e 93% Millennials).

“Vivemos tempos de amplas atribuições para essas gerações no ambiente corporativo, com a valorização de aspectos da cultura organizacional, da capacidade de lidar com a tecnologia, inovar e ser resiliente.

Há um acesso maior à informação, automotivação e clareza quanto ao impacto do lifelong learning para a abertura de oportunidades, fortalecimento da imagem, crescimento profissional e alcance dos principais interesses de realização pessoal e enquanto sociedade”, observa Marcos Olliver, sócio-líder de People & Purpose da Deloitte.

Segundo a pesquisa, parte do público entrevistado da Gen Z e dos Millennials espera que os empregadores apoiem o seu aprendizado e o desenvolvimento com a criação de programas internos e viabilização de tempo durante a jornada de trabalho para dedicação aos treinamentos, sendo 35% dos entrevistados na Gen Z e 39% na Millennials.

O acesso a plataformas de aprendizado foi citado por 26% na Gen Z e 22% na Millennials, e a integração das metas de aprendizado com as metas profissionais por 22% tanto na Gen Z como na Millennials.

“Existe uma visão parcial de que o êxito profissional está ancorado na responsabilidade compartilhada com o empregador. Na medida em que se dedica tanto tempo ao trabalho, e se exige alto desempenho, há expectativa de ferramentas disponibilizadas para o aprendizado e o desenvolvimento.

É necessário que as organizações e os líderes corporativos estejam atentos à criação de ambientes nos quais os profissionais se sintam em constante preparação e evolução, no ritmo do mercado de atuação. No entanto, o profissional precisa saber que ele é o grande agente da própria transformação e sucesso na carreira”, frisa Marcos Olliver.

94% dos entrevistados avaliam que o propósito no trabalho é importante

O levantamento da Deloitte também revela que, para essas gerações, a busca pelo sucesso no trabalho vai além da visão de remuneração expressiva e ascensão corporativa. No Brasil, a combinação entre propósito, aprendizado, desenvolvimento, segurança financeira e bem-estar é apontada como ideal de satisfação profissional pela maioria do público entrevistado, na faixa etária que constitui atualmente a maior parcela da força de trabalho e dos consumidores no mundo.

Para 94% dos entrevistados da Gen Z e dos Millennials no Brasil, o senso de propósito é importante para a satisfação e bem-estar no trabalho. “Essas gerações não trabalham apenas pela remuneração e a prosperidade individual.

Elas têm um senso de relevância do desenvolvimento cultural, econômico, social e ambiental para avanços da sociedade e da vida no planeta”, pondera Marcos Olliver.

Além dos conhecimentos técnicos, os profissionais da Gen Z e Millennials valorizamhabilidades comportamentais e interpessoais, traços de personalidade, capacidade de relacionamento, inteligência emocional, entre outras que facilitam resultados individuais e coletivos.

Na visão dos participantes da pesquisa, as hard e as soft skills têm, praticamente, o mesmo peso para o crescimento na carreira.

O conhecimento específico da indústria de atuação da organização foi citado como relevante por 93% dos entrevistados da Gen Z e 94% dos Millennials, soft skills por 93% dos Gen Z e 92% dos Millennials, criatividade e inovação por 91% dos Gen Z e 95% dos Millennials, gestão de tempo por 89% dos Gen Z e 91% dos Mllennials e gestão de projetos por 88% dos Gen Z e 90% dos Millennials.

Dos entrevistados, 47% da Geração Z e 39% dos Millennials relatam que se sentem estressados ou ansiosos a maior parte do tempo. Para 37% da Gen Z e 35% dos Millennials, o trabalho contribui muito para sua ansiedade ou estresse.

“O estudo da Deloitte destaca a necessidade de as empresas repensarem suas estratégias de gestão de pessoas, alinhando propósitos, investindo no desenvolvimento profissional, especialmente o vinculado à tecnologia, e no bem-estar dos seus colaboradores. Proporcionar programas de treinamento, oferecer oportunidades de crescimento, promover um ambiente de trabalho saudável e o engajamento dos profissionais com o que move as organizações são cada vez mais importantes para atrair e reter talentos das novas gerações”, conclui Olliver.

No Brasil, preocupação ambiental supera a média global

Além do foco na saúde física e mental, as novas gerações estão conectadas a problemas sociais e ambientais.

As principais preocupações relatadas pelos entrevistados são: custo de moradia (citado por 34% da Gen Z e 33% dos Millennials), desemprego (segundo 25% Gen Z), saúde mental da minha geração (mencionado por 22% Gen Z e 25% Millennials), mudanças climáticas (lembradas por 24% Gen Z e 25% Millennials) e segurança (comentado por 18% Gen Z e 24% Millennials).

Entre os entrevistados no Brasil, 81% da Gen Z e 79% dos Millennials se sentem preocupados ou ansiosos com o impacto ambiental, percentuais que superam a média global, que foi de 65% da Geração Z e 63% dos Millennials. Há disposição e ansiedade quanto às medidas de proteção ao meio ambiente e reversão dos danos já causados.

Nos dados coletados no Brasil, 72% dos entrevistados da Gen Z, frente a 65% nos dados globais, estão dispostos a pagar mais para adquirir produtos ou serviços mais sustentáveis. Dentre os Millennials a diferença ainda é maior: 74% dos dados coletados no Brasil e 64% dos registros globais.

Metodologia

“Gen Z and Millennial Survey” é um estudo anual global da Deloitte que busca entender as percepções, preocupações e expectativas da Geração Z, considerando para a pesquisa os nascidos entre janeiro de 1995 e dezembro de 2006, e da Millennial, nascidos entre janeiro de 1983 e dezembro de 1994.

Em 2025, a 14ª edição da pesquisa, realizada entre outubro e dezembro do ano passado, teve a participação de 14.751 pessoas da Geração Z e 8.731 Millennials, totalizando 23.482 entrevistados de 44 países da América do Norte, América Latina, Europa Oriental, Europa Ocidental, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico – no Brasil foram entrevistados 817, sendo 510 da Gen Z e 307 dos Millennials. Deste público, 40% na Gen Z e 66% na Millennials possuem diploma universitário. Na amostra, já são pais ou mães 58% na Gen Z e 76% na Millenials. Além disso, 58% da Gen Z e 75% dos Millenials exercem trabalho full time. Em posição avançada no universo corporativo, como chefe de departamento ou gestor sênior, são 48% na Gen Z e 58% na Millenials.

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