A atuação de Joaquín Freitas na vitória contra o Atlético-MG (nesta última segunda-feira, 26) revelou mais do que o talento do jovem de 19 anos: ela evidenciou a necessidade de mudança na dinâmica do ataque do Flamengo. Ex-promessa do River Plate, o atacante argentino entrou no lugar de Pedro na reta final do jogo no Maracanã e mudou o ritmo da equipe.
Mesmo com apenas cerca de 73 minutos somados no Campeonato Brasileiro, o atacante tem aproveitado cada oportunidade recebida do banco de reservas. No confronto contra o Corinthians, deu uma assistência crucial de cabeça para o gol de Bruno Henrique. Diante do Galo, jogou 18 minutos, acertou 12 de 14 passes e finalizou três vezes, mostrando intensidade e explosão em um estilo que lembra o de Julián Álvarez.
Movelidade contra estatismo
Essa resposta rápida em campo coincide com um momento delicado enfrentado por Pedro, que já acumula seis jogos sem balançar as redes — seu último gol foi registrado diante do Bragantino.
Enquanto o camisa 9 atua de forma mais estática dentro da grande área, a entrada de Freitas oferece mobilidade, acelera a transição ofensiva e pressiona a saída de bola dos zagueiros adversários.

Concorrência real na reta final do campeonato
Mais do que resolver partidas pontuais, o desempenho consistente do jovem atacante cria uma concorrência real pelo setor ofensivo rubro-negro. Freitas sinaliza à comissão técnica de Leonardo Jardim que é uma opção pronta e capaz de responder de imediato nesta reta final de temporada.

