“Histórias locais, alcance nacional” debate produção de telefilmes regionais da Globo

Painel mediado por Dira Paes discutiu como os telefilmes regionais da TV Globo transformam histórias locais em narrativas de alcance nacional

Priorizar nos meus resultados Google

A Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, recebeu nessa terça-feira (26) a palestra “Histórias locais, alcance nacional”, painel do evento Rio2C 2026, que reuniu profissionais da TV e do cinema para discutir a força das narrativas regionais no audiovisual brasileiro. Mediada pela atriz Dira Paes, a conversa contou com a participação de Gabriel Jacome, diretor de conteúdo da TV Globo, Fred Mayrink, diretor artístico da emissora, da atriz Vitória Strada e do diretor Fernando Segtowick.

O encontro destacou o projeto de telefilmes regionais da Globo, criado em parceria com mais de 100 afiliadas espalhadas pelo país. Até o momento, a iniciativa já produziu 13 filmes inspirados em histórias, personagens e tradições locais.

Telefilmes regionais valorizam sotaques e talentos locais

Os telefilmes são produções de ficção com cerca de 50 minutos de duração. As obras retratam diferentes regiões do Brasil e valorizam elementos culturais como sotaques, expressões populares e costumes locais.

Além disso, os projetos contam com equipes técnicas e elencos formados por profissionais da própria região. As produções são exibidas nacionalmente em espaços como o Tela Quente e o Cine BBB.

O projeto entra no terceiro ano e ganhará uma nova janela de exibição em 2026. As gravações aconteceram na Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.

Durante a palestra, Gabriel Jacome destacou que a proposta busca colocar a identidade cultural brasileira no centro das histórias. Segundo ele, quanto mais autêntica e regional é a narrativa, maior é a conexão criada com o público nacional. O diretor também ressaltou a importância de abrir espaço para novos talentos diante e atrás das câmeras.

“Caju” aborda encontros após tragédia no Sul do país

Vitória Strada participou do painel representando o telefilme “Caju”, produzido em Porto Alegre. A trama acompanha duas mulheres que se conhecem após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

A conexão entre as personagens acontece depois que uma delas encontra um cachorro perdido, que pertence à outra. O filme utiliza a tragédia climática como pano de fundo para discutir encontros, afeto e reconstrução.

Produção paraense fala sobre família e reconexão

Já Fernando Segtowick apresentou “Teste para Cardíaco”, produção do Pará que aborda relações familiares. O longa acompanha irmãos gêmeos que precisam se reconectar após a mãe sofrer um enfarte.

Segundo o diretor, a proposta do projeto é mostrar histórias profundamente ligadas aos territórios onde nasceram, sem perder o alcance nacional.

Ao longo da palestra, os convidados reforçaram que narrativas regionais não limitam o público. Pelo contrário: quanto mais específica é a identidade cultural apresentada, mais universal a história pode se tornar.

Mais notícias

+
- Publicidade -
- Publicidade -

Veja também