O Festival LED, considerado o maior festival gratuito de educação do Brasil, movimentou o Rio de Janeiro nos dias 15 e 16. Criado pelaGlobo em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o evento reuniu educadores, especialistas, artistas e pesquisadores em uma programação voltada à transformação da educação.
A Fundação Roberto Marinho teve participação ativa em debates, oficinas e encontros que abordaram temas como tecnologia, cultura, inclusão social e permanência escolar.
Tecnologia e desafios da educação marcam primeiro dia
No primeiro dia do festival, os debates foram centrados nos impactos da tecnologia na rotina de crianças e adolescentes. Os participantes discutiram o uso excessivo de telas e os efeitos desse cenário no processo de aprendizagem e nas relações dentro das escolas.
Outro ponto levantado foi a permanência escolar. Especialistas defenderam políticas públicas mais efetivas para reduzir desigualdades e evitar a evasão, principalmente entre jovens em situação de vulnerabilidade.
As discussões também destacaram a necessidade de aproximar o ambiente escolar da realidade dos estudantes, com mais conexão com aspectos sociais, culturais e digitais.
Arte e cultura ganham força no segundo dia
Já no segundo dia, a programação teve foco na arte e na cultura como ferramentas de ensino. Os debates reuniram educadores e especialistas para discutir inovação na educação, práticas pedagógicas antirracistas e educação digital.
A gerente de Programas e Projetos da Fundação Roberto Marinho, Sandra Sérgio, destacou o papel da cultura no desenvolvimento da criatividade e da identidade dos estudantes.
O músico e educador Celso Melo Filho também participou das conversas e ressaltou o avanço das políticas voltadas ao ensino das artes no Brasil, além da importância de metodologias que valorizem a expressão cultural dentro das escolas.
Palestrantes internacionais ampliam debate
A programação contou ainda com convidados internacionais. Paulo Pires, do Plano Nacional das Artes de Portugal, destacou a arte como ferramenta de transformação social e ampliação de oportunidades.
Já Olga Olaya, do Ministério das Culturas da Colômbia, apresentou experiências que utilizam a cultura como recurso de aprendizagem e inclusão educacional.
Oficinas e transmissão digital ampliaram alcance
Além dos debates, o público participou de oficinas sobre segurança digital, uso consciente da internet e educação decolonial, reunindo profissionais da educação, comunicação e tecnologia.
As atividades também foram transmitidas pelas plataformas oficiais do Festival LED, permitindo que o conteúdo chegasse a diferentes regiões do país.
Realizado no Rio de Janeiro, o Festival LED reforçou ao longo dos dois dias o papel da educação como ferramenta de transformação social, com a Fundação Roberto Marinho no centro das discussões sobre inovação, cultura e futuro da aprendizagem.


