Segundo o portal Metrópoles, franqueados da Cacau Show — maior rede de chocolates do Brasil, com mais de 4 mil unidades — acusam a franqueadora de cultivar um “clima de seita” em seus eventos e na relação diária com parceiros.
Eles apontam que grandes convenções motivacionais, conduzidas pelo fundador Alexandre Tadeu da Costa, seriam marcadas por discursos emocionais e música alta, mas pouco espaço para discussões práticas sobre custos ou cláusulas contratuais.
Os empreendedores relatam que questionamentos sobre aumentos de preços ou políticas de fornecimento teriam resultado em represálias, como o envio de produtos perto da validade ou de baixa saída, prática que impactaria diretamente o faturamento e já levou alguns a fechar lojas.
Há ainda processos judiciais em que franqueados alegam cobranças indevidas e cortes de crédito após recorrerem à Justiça — atitude que, em decisão de primeiro grau, foi classificada como “revanchismo”.
Diante das queixas, um perfil anônimo batizado de “Doce Amargura” surgiu nas redes sociais para reunir depoimentos de descontentes. A administradora da página afirma ter recebido na própria loja a visita de um vice-presidente da empresa, interessando-se em saber “o que seria preciso” para que ela cessasse as críticas.
Em nota, a Cacau Show declarou que não reconhece as acusações. A companhia afirma prezar por “confiança mútua, respeito e diálogo” com seus franqueados, e que as visitas de executivos às unidades fazem parte das rotinas de apoio ao negócio, sem relação com publicações digitais.
A rede também repudiou práticas que contrariem esses valores e reforçou seu propósito de “compartilhar momentos especiais” em parceria com os empreendedores.
Fonte: Metropoles


