Nos dias 15 e 16 de maio, o Rio de Janeiro recebeu a 5ª edição do Festival LED — Luz na Educação, considerado o maior festival gratuito de educação do Brasil. Reunindo educadores, especialistas, estudantes, artistas, influenciadores e personalidades da mídia, o evento transformou debates sobre o futuro da educação em experiências acessíveis, dinâmicas e conectadas com os desafios contemporâneos.
Realizado pela Grupo Globo e pela Fundação Roberto Marinho, o festival celebrou cinco anos do Movimento LED, iniciativa criada para impulsionar práticas inovadoras na educação brasileira. Em 2026, o encontro apostou em uma programação guiada por três macrotemas: pós-verdade e as fronteiras do real, saúde social e ambiental, e curiosidade e criatividade como ferramentas para enfrentar um mundo em transformação.
Em um cenário marcado pela expansão da inteligência artificial, pelo excesso de informações e pelas mudanças nas relações humanas, o festival propôs reflexões sobre o papel da educação como espaço de pensamento crítico, convivência e imaginação.
Além das palestras e oficinas, o evento promoveu mesas de conversa, apresentações culturais e experiências interativas que aproximaram educação, arte e entretenimento. Entre filas lotadas, plateias cheias e espaços temáticos espalhados pelo festival, o público circulou entre debates sobre tecnologia, criatividade, saúde emocional e os impactos das redes sociais na sociedade contemporânea.
A programação reuniu diferentes gerações e áreas do conhecimento em encontros que misturaram informação, vivência e cultura pop. Entre os destaques, Fernanda Montenegro participou da abertura do evento, enquanto Marina Sena e Taís Araújo dividiram o palco com mediação de Sandra Annenberg na mesa “Criatividade é coisa nossa”, debatendo o papel da imaginação, da cultura e da identidade brasileira nos processos criativos.

O festival também promoveu discussões sobre influência digital, juventude e construção de pensamento crítico. Felipe Neto e Thalita Rebouças participaram da mesa “Quem influencia o que crianças e adolescentes pensam, sentem e aprendem?”, refletindo sobre redes sociais, consumo de conteúdo e os impactos da internet na formação das novas gerações.

Já Juliette Freire participou do painel “Educação: o combustível que amplia suas escolhas”, compartilhando experiências pessoais sobre como a educação contribuiu para ampliar suas oportunidades profissionais e pessoais.
A programação ainda contou com atrações voltadas para o público infantil, incluindo apresentações teatrais do Detetives do Prédio Azul e shows para crianças, reforçando a proposta do evento de tornar o debate sobre educação mais acessível para diferentes públicos e faixas etárias.
A presença de nomes populares da televisão e das redes sociais, como Giovanna Pitel, Juliette Freire e Milena, também refletiu uma das estratégias do Festival LED: aproximar temas educacionais do grande público por meio de personalidades que dialogam diretamente com diferentes gerações.

Além das atividades no palco, o evento contou com estandes e ativações de marcas do ecossistema Globo, como Globoplay e Rádio Globo, além do apoio de patrocinadores como Bradesco, Sebrae e a Fundação Roberto Marinho.
Um dos destaques da programação foi o Prêmio LED – Luz na Educação, iniciativa que busca reconhecer projetos inovadores capazes de transformar realidades através do ensino. Em cinco anos, o prêmio já recebeu mais de 12 mil inscrições e distribuiu mais de R$ 6 milhões para iniciativas educacionais em todo o país. Nesta edição, o foco do edital foi a evasão escolar, incentivando propostas conectadas às realidades locais e à diversidade dos territórios brasileiros. Cada um dos seis vencedores recebeu R$ 200 mil.
Segundo Letícia Castro, head e curadora do Festival LED, temas desta edição foram definidos a partir de discussões consideradas urgentes para a sociedade contemporânea, sempre conectando esses assuntos ao papel transversal da educação.
“A gente olha muito para os temas que são mais relevantes na sociedade como um todo e pensa como a educação atravessa tudo isso”, explicou.
De acordo com a curadora, a criatividade apareceu como um dos principais focos desta edição diante da preocupação sobre como manter o pensamento crítico e a imaginação em um contexto cada vez mais mediado por tecnologias e inteligência artificial.
“Como que a gente se mantém criativo? O Brasil é considerado um dos países mais criativos do mundo. Então, como manter essa criatividade ativa e esse olhar curioso para preservar o pensamento crítico?”, destacou.
Outro eixo importante foi o combate à desinformação e a discussão sobre pós-verdade, especialmente em um ano eleitoral. A proposta foi trazer debates sobre educação midiática, checagem de fatos e responsabilidade digital dentro do contexto da chamada “era digital”.
A saúde social e ambiental também ganhou espaço nas conversas do festival, principalmente diante dos impactos das redes sociais nas relações humanas. A organização buscou provocar reflexões sobre solidão, violência nas interações e a necessidade de conexões mais profundas em uma sociedade hiperconectada.
A escolha dos convidados também seguiu a proposta de democratizar o debate. Em vez de concentrar apenas especialistas, o festival misturou pesquisadores, professores, estudantes e nomes populares do entretenimento e da internet.
“A gente sempre traz um especialista, uma pessoa mais pop e alguém da vivência prática. É essa mistura que faz a conversa alcançar mais pessoas”, afirmou Letícia.
Essa combinação entre educação e entretenimento aparece como uma das marcas do Festival LED desde sua criação. A proposta de transformar o movimento em um festival surgiu justamente da necessidade de tornar o debate educacional mais acessível e menos restrito ao ambiente acadêmico.
“A gente queria quebrar a ideia de que educação é um assunto só para especialistas. Então pensamos: por que não usar a linguagem de festival, que é democrática, divertida e acessível, para falar de educação?”, explicou a curadora.
Para Matheus Francisco, um dos responsáveis pela construção do evento, a missão do LED é aproximar o público de temas complexos através de formatos mais atrativos e humanos.
“O objetivo da curadoria é pensar em temas necessários para o momento e combinar esses assuntos com personalidades, educadores e professores. O foco é transformar temas densos em discussões mais acessíveis e interessantes para o público geral”, explicou.
Segundo ele, a proposta do festival é celebrar a educação e destacar práticas transformadoras que já acontecem no Brasil.
“O Festival LED busca celebrar a educação e todas as suas possibilidades. Mostrar que a educação abre caminhos e que existem iniciativas capazes de transformar realidades”, concluiu.
Dividido em diferentes espaços temáticos, o evento contou com o palco LED Inspira, voltado para conversas inspiradoras e encontros improváveis, além dos palcos LED Inova e LED Dialoga, destinados ao aprofundamento de debates, metodologias e troca de experiências. As oficinas também reuniram participantes interessados em práticas inovadoras e novas formas de aprender e ensinar.
Para quem deseja acompanhar mais registros do evento, bastidores, fotos e conteúdos das palestras e debates, o Festival LED também compartilhou a cobertura completa em suas redes sociais, através do perfil oficial no Instagram da Festival LED.


