Blockchain.Rio 2025: Pix como infraestrutura pública estratégica

Gabriel Galípolo destaca inovação e fortalecimento do Pix como infraestrutura pública estratégica

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Durante evento realizado nesta quarta-feira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a importância da inovação dentro da autoridade monetária e apontou o Pix como uma das principais transformações do sistema financeiro nacional nos últimos anos. Em sua fala, Galípolo ressaltou a continuidade de uma agenda inovadora, que tem como base o equilíbrio entre prudência e ousadia.

“Fazer inovação significa poder errar e aprender com o tempo. E isso é especialmente difícil para o Banco Central, uma instituição que, historicamente, adota uma postura conservadora”, disse Galípolo, ao reconhecer os desafios de implantar mudanças em uma entidade pública tradicionalmente cautelosa.

Pix como vetor de inclusão e modernização

O presidente fez um resgate da trajetória do Pix, desde sua concepção em 2013 até sua implementação em novembro de 2020, destacando os marcos regulatórios e técnicos que permitiram seu desenvolvimento.

Segundo Galípolo, o Pix não apenas revolucionou os meios de pagamento no país, como também promoveu inclusão financeira:

“O Pix produziu bancarização e incluiu pessoas no sistema. Ele não substituiu outros meios de pagamento, como o cartão de crédito ou débito, mas impulsionou o crescimento desses instrumentos”, afirmou, com base em dados que demonstram aumento expressivo no uso do Pix entre 2021 e 2024.

Atualmente, o Pix registra mais de 858 milhões de chaves cadastradas, com volumes que ultrapassam R$ 2,8 trilhões em transações mensais.

Novas funcionalidades e o futuro do Pix

Galípolo também apresentou avanços na agenda de inovações do Banco Central, como o Pix por aproximação e o Pix automático, que permitirá o pagamento recorrente de serviços como academias, plataformas de streaming e contas de consumo.

“Hoje, 60 milhões de brasileiros não têm acesso a cartão de crédito. Com o Pix automático, essas pessoas poderão realizar assinaturas e pagamentos recorrentes com mais autonomia”, explicou.

Outra funcionalidade em destaque é o Pix parcelado, que permitirá o pagamento em prestações com recebimento imediato por parte do comerciante, oferecendo uma alternativa ao crédito rotativo com menores custos e mais segurança para o consumidor.

Pix como infraestrutura pública e estratégica

Galípolo reforçou que o Pix continuará sendo uma infraestrutura pública digital, gerida pelo Banco Central, para garantir neutralidade e evitar conflitos de interesse:

“É como uma rodovia pública onde todos podem circular, desde que sigam as regras. Isso garante concorrência saudável, segurança e acesso universal.”

Ele alertou, no entanto, que os custos de manutenção e evolução tecnológica do Pix exigem uma estrutura orçamentária e legal adequada, especialmente diante do crescente volume de demandas.

“Se não garantirmos um arcabouço institucional e financeiro ao Banco Central, corremos o risco de comprometer a continuidade dessa entrega de excelência.”

Reconhecimento internacional

Por fim, Galípolo lembrou que o sucesso do Pix tem chamado a atenção de autoridades monetárias de outros países, interessadas em entender como o Brasil conseguiu desenvolver uma solução tão eficaz.

“O Pix é uma conquista do Brasil. Precisamos ter orgulho e, acima de tudo, garantir que ele continue sendo um instrumento de inovação e inclusão.”

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