“Você trabalha a vida toda para isso”: Rafael Câmara mira chegada à F1

Atual líder da Fórmula 2, brasileiro de 21 anos já participou de testes com Ferrari e Haas durante a temporada.

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O pernambucano Rafael Câmara, de 21 anos, está cada vez mais próximo de chegar à Fórmula 1. Atual líder da Fórmula 2, o brasileiro aparece como principal candidato à vaga de Esteban Ocon na Haas.

Em entrevista ao “The Race”, Rafael falou sobre a possibilidade de alcançar a principal categoria do automobilismo mundial e destacou as diferenças entre os carros da F1 e da F2.

Durante esta temporada, o piloto participou de dois testes privados. Primeiro, guiou um carro da Ferrari em uma atividade dos Testes de Carros Anteriores (TPCs). Depois, também teve a oportunidade de testar um modelo da Haas no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, Portugal.

Apoio da Ferrari

A trajetória de Rafael Câmara ganhou força após o brasileiro entrar para a Academia de Jovens da Ferrari. Além disso, seus bons resultados abriram as portas da Invicta Racing, considerada por muitos a equipe mais forte da Fórmula 2 atualmente.

O chefe da Invicta, James Robinson, se mostrou impressionado com o desempenho do brasileiro. Segundo ele, Rafael apresenta uma velocidade natural que nunca havia visto em outro piloto.

“A velocidade é simplesmente incrível. Eu nunca conheci um piloto tão naturalmente talentoso como ele. Ele tem um feeling com os pneus que eu nunca vi antes, é muito natural. Assim que ele entrou no carro, deu para ver que esse garoto tinha algo, tinha uma velocidade natural e sensação (do carro) que não tínhamos visto antes”, disse.

Liderança na Fórmula 2

Rafael Câmara assumiu a liderança da Fórmula 2 na etapa do Azerbaijão. Atualmente, o brasileiro soma 207 pontos, enquanto Tsolov aparece com 200 e Alexander Dunne tem 189.

Ainda restam duas etapas para o fim da temporada, no Catar e em Abu Dhabi. No entanto, a realização das provas ainda é incerta devido à guerra no Oriente Médio.

Mesmo com a possibilidade de chegar à Fórmula 1, Rafael afirmou que não enxerga uma diferença tão grande entre as duas categorias quando o assunto é a pilotagem.

“É um lugar muito diferente, tem muito mais coisas acontecendo, mas eu acho que isso é mais do lado de fora do carro. No carro, você faz o seu trabalho e tenta sempre maximizar o que pode. É o que eu mais gosto, sempre vai ser um prazer dirigir. Se eu chegar (à F1) também é um sonho, porque você trabalha a vida toda para isso”, afirmou Rafael.

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