O Google pode enfrentar novas regras no Reino Unido que o obrigariam a oferecer aos usuários a opção de escolher mecanismos de busca concorrentes. A medida faz parte de uma proposta da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA), que avalia dar à gigante da tecnologia o status de “mercado estratégico” sob a nova Lei de Mercados Digitais, Concorrência e Consumidores.
A informação foi publicada pela BBC nesta terça-feira (24).
Tela de escolha e mais transparência
A principal proposta em discussão é a implementação de uma “tela de escolha” (ou choice screen), que apareceria para os usuários ao configurarem seus dispositivos ou navegadores. Essa tela daria visibilidade a buscadores rivais como Bing, DuckDuckGo e Mojeek, por exemplo.
Além disso, a CMA quer garantir que o Google adote critérios mais justos na classificação de resultados de busca, melhore a transparência na venda de anúncios e facilite a portabilidade de dados. Essas ações têm como objetivo ampliar a concorrência e oferecer mais opções aos consumidores.
Reação do Google
O Google, por sua vez, já demonstrou preocupação com o alcance das novas medidas. Em comunicado, a empresa afirmou que o processo ainda está em fase de consultas e que a CMA precisa apresentar evidências sólidas antes de impor qualquer restrição definitiva.
A companhia teme que as mudanças possam impactar negativamente tanto as empresas quanto os usuários britânicos, alterando a experiência de navegação e o ecossistema de publicidade digital.
Próximos passos da regulamentação
A expectativa é que a decisão final sobre a designação de “mercado estratégico” seja tomada até outubro deste ano. Caso confirmada, o Google se tornará a primeira empresa a receber essa classificação no Reino Unido.
A partir de 2026, a CMA também pretende ampliar suas ações, com foco em áreas como publicidade digital e serviços que dependem de mecanismos de busca.
Contexto global
Este movimento faz parte de uma tendência global de maior regulação sobre grandes empresas de tecnologia. Países como Estados Unidos e membros da União Europeia também estão criando legislações específicas para garantir mais concorrência e limitar práticas consideradas monopolistas.


