RD Summit: “A maior transformação não é digital — é humana”, diz Laércio Cosentino

Fundador da TOTVS, dona da RD Station, realizadora do RD Summit, enfatiza necessidade de capacitação para acompanhar avanço tecnológico

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Fundador da TOTVS — maior empresa brasileira de software de gestão — e referência na transformação digital no país, Laércio Cosentino reforçou a importância do desenvolvimento humano em meio ao avanço acelerado da tecnologia e da inteligência artificial.

“A maior transformação não é digital — é humana. Precisamos preparar pessoas para esse novo mundo, não apenas máquinas.”

A fala, realizada nesta quarta-feira (5), reforça uma visão defendida há anos pelo empresário: inovação real só acontece quando pessoas estão preparadas para usá-la de forma estratégica e ética.

Tecnologia sozinha não basta

Cosentino destacou que, apesar do entusiasmo com a automatização e com a eficiência proporcionada pela IA, os resultados só serão consistentes quando houver investimento estruturado em formação, pensamento crítico, ética e capacidade de adaptação.

Para ele, a inovação acontece quando tecnologia e humanidade caminham juntas:

“Implementar ferramentas não transforma uma empresa. Transformar pessoas, sim.”

Competências humanas ganham protagonismo

O executivo reforça que habilidades como criatividade, julgamento moral, empatia e visão estratégica se tornam ainda mais relevantes à medida que algoritmos assumem tarefas repetitivas.

Especialistas apontam que profissões do futuro — inclusive as que ainda não existem — exigirão competências híbridas, que combinam conhecimento técnico com inteligência emocional e cultural. Cosentino converge com essa visão ao afirmar que o profissional que prosperará será aquele capaz de aprender continuamente, colaborar e liderar com propósito.

Inclusão digital e educação contínua como pilares

A frase do empresário também evidencia uma preocupação com a democratização do acesso ao conhecimento tecnológico. Segundo ele, preparar a sociedade para o novo cenário requer esforço compartilhado entre setor privado, instituições acadêmicas e políticas públicas.

Esse processo envolve:

  • Formação digital acessível desde a base educacional
  • Capacitação profissional contínua
  • Incentivo à curiosidade e ao pensamento crítico
  • Inclusão social para evitar que a tecnologia amplie desigualdades

Cosentino reforça que uma sociedade digital só será bem-sucedida quando todos estiverem incluídos, e não apenas especialistas ou grandes empresas.

Humanidade como vantagem competitiva

Embora máquinas processem informações com velocidade inédita, elas não substituem valores, intuição e contexto — capacidades intrinsecamente humanas.

Ao colocar a transformação pessoal como eixo do debate, Cosentino reposiciona a pergunta-chave que líderes e empresas devem fazer:

Estamos apenas adotando tecnologia ou estamos formando pessoas para liderar essa transformação?

Um novo capítulo da inovação

A fala de Laércio Cosentino sintetiza o espírito do tempo em que vivemos: o futuro será conduzido por quem conseguir integrar tecnologia e humanidade — e não por quem apostar exclusivamente em máquinas.

A mensagem deixa claro que, diante das maiores mudanças tecnológicas da história recente, o que definirá o próximo ciclo não é o crescimento das máquinas, mas o desenvolvimento das pessoas que as comandam.

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