Por muito tempo, o discurso dominante no futebol era de que qualquer equipe europeia superaria as sul-americanas em competições internacionais.
No entanto, a recente edição do Mundial de Clubes reformulado pela FIFA mostrou uma realidade diferente: a elite do futebol mundial continua restrita a poucos clubes, e o segundo escalão europeu saiu enfraquecido da competição.
As atuações dos clubes brasileiros foram expressivas logo no início da competição.
Os empates do Fluminense e do Palmeiras, ambos com desempenho superior aos adversários, somados às vitórias de Flamengo e Botafogo, deixaram claro que há competitividade fora do eixo da Europa Ocidental.
Os europeus entraram no torneio com certa arrogância e agora saem com a certeza de que o futebol também é bem jogado em outros continentes, mesmo com menos recursos financeiros e menor visibilidade midiática.
A realização da competição, apesar das críticas europeias sobre o calendário apertado e as altas temperaturas, ofereceu aos sul-americanos os parâmetros que faltavam em confrontos diretos.
Argumentos como o desgaste da temporada não sustentam as críticas, já que, por décadas, as equipes sul-americanas enfrentaram desafios semelhantes nos antigos torneios intercontinentais.
Por outro lado, as equipes argentinas tiveram um desempenho aquém do esperado. Ainda assim, é importante destacar a difícil situação econômica do país, que compromete diretamente a competitividade de seus clubes.
Agora, os clubes brasileiros voltam a focar no Campeonato Brasileiro, que retorna neste sábado.
O Flamengo enfrenta o São Paulo às 16h30, enquanto o Botafogo tem um clássico contra o Vasco às 18h30 no mesmo dia. Já no domingo, o Palmeiras joga contra o Santos às 15h.
O jogo do Fluminense foi adiado devido à sua participação na semifinal da Libertadores.


