Após quatro anos de uma relação marcada por amor mútuo entre Jhon Arias e o Fluminense, os torcedores tricolores acordaram com uma notícia que parecia distante, mas agora se torna realidade: o melhor jogador do clube nos últimos três anos está de saída e por um valor abaixo do mercado.
Será que Arias realmente vale tão pouco? Mesmo após a competição que fez, esse era o máximo que o Fluminense conseguiria pedir? Vale lembrar que a torcida já vinha em atrito com a diretoria por conta de vendas consideradas abaixo do esperado.
E, mais uma vez, o sentimento de frustração se repete.
O Wolverhampton, 16º colocado da última Premier League, leva o melhor colombiano da atualidade por um preço de jogador comum.
A pergunta que fica é: será que realmente não conseguimos competir financeiramente com um time desse porte? Ou o simples desejo do jogador em sair derruba qualquer princípio de valorização?
A perda para o Fluminense é irreparável — ainda mais no meio da temporada. O clube detinha apenas 50% dos direitos econômicos do atleta; a outra metade pertence ao Patriotas, da Colômbia. Ou seja, além da venda em si ser considerada abaixo do valor de mercado, o Tricolor ainda embolsa somente metade, o que faz o valor final girar em torno de R$ 50 milhões.
Jhon Arias chegou ao clube em 2021. Desde então, disputou 229 partidas, marcou 47 gols e deu 55 assistências. Foi peça-chave nas conquistas da Taça Guanabara (2022 e 2023), Campeonato Carioca (2022 e 2023), Copa Libertadores da América (2023) e Recopa Sul-Americana (2024). Um nome gravado para sempre na história tricolor.
A perda de um jogador tão fundamental é difícil de digerir — mas, infelizmente, esse é o roteiro do futebol brasileiro. Os nossos melhores sempre são levados, e resta aos clubes (e aos torcedores) a missão de se adaptar.


