Max Verstappen critica asfalto de Austin e alerta para riscos físicos na Fórmula 1

Piloto da Red Bull classifica ondulações como “inaceitáveis”; Norris e Russell também comentam as condições do Circuito das Américas antes do GP dos Estados Unidos

As condições do asfalto do Circuito das Américas voltaram a gerar críticas na Fórmula 1. Na quinta-feira (22), durante o dia de mídia do GP dos Estados Unidos, Max Verstappen classificou as ondulações da pista como “inaceitáveis” e afirmou que os buracos estão “fora de controle”.

Além disso, o piloto da Red Bull demonstrou preocupação com os efeitos dos solavancos sobre a saúde dos competidores. Afinal, o holandês acompanhou de perto o problema durante uma etapa do Mundial de Endurance (WEC) realizada no circuito texano.

Atual vencedor das duas últimas corridas e vencedor da prova em Austin no ano passado, Verstappen também destacou que os reparos realizados até agora não resolveram a situação. Segundo o piloto, as ondulações não são naturais e representam um desafio que ele não deseja enfrentar novamente.

Verstappen alerta para problemas na coluna

Verstappen revelou que exames médicos recentes apontaram problemas na região inferior de sua coluna. Na avaliação do piloto, os carros das últimas temporadas contribuem para o desgaste físico, já que trabalham muito próximos do solo.

Além disso, o holandês questionou a eficácia das intervenções realizadas no asfalto. Para ele, os reparos atingem apenas a superfície, enquanto a origem do problema permanece nas camadas inferiores da pista.

Dessa forma, Verstappen avalia que uma solução definitiva exigiria abrir o traçado por completo. Entretanto, o procedimento demandaria investimentos elevados e bastante tempo.

O piloto também advertiu que a categoria precisa levar o problema a sério. Caso contrário, os competidores poderão enfrentar consequências físicas ainda maiores ao longo das próximas temporadas.

Norris e Russell também criticam as condições da pista

Lando Norris, da McLaren, também demonstrou insatisfação com as ondulações de Austin. O britânico relatou que precisa tomar medicamentos contra dor de cabeça antes de pilotar em circuitos muito irregulares.

Segundo Norris, os movimentos provocados pelos solavancos fazem sua cabeça bater com força nos apoios laterais do cockpit. Por isso, o piloto questionou as condições do traçado diante dos padrões atuais da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Apesar das críticas, Norris reconheceu que Austin é um circuito antigo e lembrou que os pilotos já discutem o assunto há bastante tempo.

George Russell, da Mercedes, adotou uma abordagem mais moderada. Embora reconheça que os solavancos fazem parte do automobilismo, o britânico defendeu que a Fórmula 1 recapeie seus circuitos a cada dois anos.

Além disso, Russell explicou que os pneus de 18 polegadas oferecem menos amortecimento do que os modelos anteriores, que utilizavam flancos mais altos. Como consequência, os pilotos sentem mais os impactos provocados pelas irregularidades do asfalto.

Outro fator importante envolve a altura dos carros, que rodam a aproximadamente 10 milímetros do solo. Dessa maneira, qualquer ondulação pode provocar impactos mais intensos durante as voltas.

Ondulações acompanham Austin desde 2012

Os problemas no asfalto acompanham o Circuito das Américas desde sua estreia no calendário da Fórmula 1, em 2012. Entre as principais explicações para as irregularidades está a composição do solo texano, que contém argila.

Como o material se expande e se contrai de acordo com as condições climáticas, o terreno pode provocar deformações no asfalto. Consequentemente, a manutenção da pista se torna um desafio recorrente para os responsáveis pelo circuito.

Em 2024, a organização recapeou toda a pista. Além disso, segundo o Grande Prêmio, o trecho entre as curvas 9 e 11 recebeu uma nova camada de asfalto antes da etapa deste ano.

Até a publicação desta matéria, a FIA e a direção do Circuito das Américas não haviam se manifestado sobre as críticas dos pilotos.

GP dos Estados Unidos pode definir o título antecipado

O Circuito das Américas possui 5,513 quilômetros de extensão e recebe a 18ª etapa da temporada, com uma corrida programada para 56 voltas.

A disputa também pode garantir antecipadamente o título ao líder Kimi Antonelli, da Mercedes. Para isso, o italiano precisa vencer no domingo (25), enquanto George Russell termina em nono lugar ou pior e Lewis Hamilton, da Ferrari, fica fora das cinco primeiras posições.

Enquanto isso, Gabriel Bortoleto, da Audi, busca encerrar uma sequência de sete corridas sem pontuar.

Confira a programação do GP dos Estados Unidos

A programação da etapa norte-americana começa nesta sexta-feira (23), com o primeiro treino livre às 14h30, pelo horário de Brasília. Em seguida, os pilotos voltam à pista às 18h para a segunda sessão do dia.

No sábado (24), o terceiro treino livre acontece às 14h30. Logo depois, às 18h, os competidores disputam a classificação para definir o grid de largada.

Por fim, a corrida principal começa no domingo (25), às 17h. Os fãs poderão acompanhar a transmissão pelo sportv, pelo Globoplay e pelo F1 TV Pro.

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