O Flamengo se manifestou publicamente contra a interferência do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na definição do local da partida entre Vasco e Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana. Em nota divulgada nesta terça-feira (06), o Rubro-Negro desaprovou a recomendação do órgão para a realização do confronto no Estádio Mário Filho, administrado pelo Consórcio Fla-Flu.
Segundo o clube, a recusa inicial ao pedido vascaíno foi baseada em laudos técnicos. O Flamengo argumenta que não cabe ao Ministério Público desconsiderar esses relatórios e substituir a avaliação dos órgãos que respondem por essa atribuição. A diretoria rubro-negra reforçou ainda que defende a segurança, o cumprimento das regras e o respeito às competências institucionais.
Impasse sobre o local do jogo
A manifestação ocorreu após o Cruzmaltino apresentar uma nova petição para atuar no estádio, amparado na recomendação do MP. Anteriormente, a diretoria do Vasco chegou a cogitar transferir o confronto para o Mané Garrincha, em Brasília, ou para a Arena da Amazônia, em Manaus. As opções foram descartadas e o clube comunicou à Conmebol que a partida será disputada no Rio de Janeiro.
Prazos e alternativas do Vasco
O prazo final para a definição do local da partida junto à Conmebol é dia 10 de outubro. Caso optasse por mandar o jogo fora do estado do Rio de Janeiro, o prazo limite teria se encerrado na última segunda-feira.
A expectativa da diretoria vascaína é por uma decisão favorável para a utilização do Maracanã. Caso não obtenha a liberação, o Vasco estuda adequar o Estádio de São Januário às exigências da entidade sul-americana, mantendo o Estádio Nilton Santos como terceira opção. O clube busca resolver a pendência rapidamente para dar início ao planejamento de logística, esquema de segurança e venda de ingressos.

