Emerson Royal vive boa fase no Flamengo e mira retorno à Seleção

Lateral vive bom momento após a Copa do Mundo, relembra passagem pelo Brasil e acredita que indefinição na posição pode abrir espaço para uma nova oportunidade

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Emerson Royal vive um novo momento no Flamengo e já sonha novamente vestir a camisa da Seleção Brasileira. Em boa fase desde a retomada do calendário após a Copa do Mundo, o lateral-direito revelou que ainda sonha com uma nova oportunidade com a camisa do Brasil e acredita que a falta de um nome consolidado na posição mantém a disputa aberta.

Após a vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, nesta quarta-feira (19), no Maracanã, que classificou o Flamengo às quartas de final da Libertadores, Royal falou sobre o assunto e destacou que fará tudo ao seu alcance para voltar ao radar da Seleção.

A ambição não é novidade para o jogador. Aos 27 anos, Royal já soma 10 partidas pelo Brasil e chegou a participar da Copa América de 2021. Na competição, entrou em campo contra Peru e Equador e também participou da final contra a Argentina, no Maracanã.

Naquele período, o lateral aparecia com frequência nas convocações de Tite e também ganhou oportunidades pelas Eliminatórias. O momento mais delicado aconteceu em janeiro de 2022, quando começou como titular contra o Equador, mas recebeu dois cartões amarelos e acabou expulso ainda aos 20 minutos do primeiro tempo. Depois daquela partida, perdeu espaço e ficou fora da Copa do Mundo do Catar.

Royal voltaria à Seleção em 2023, já em um novo ciclo. Foi titular no amistoso contra Marrocos e voltou a aparecer nas Eliminatórias, mas não conseguiu estabelecer uma sequência.

EMERSON ROYAL — Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Uma posição ainda sem dono

A avaliação de Royal sobre a lateral direita encontra respaldo na própria trajetória recente da Seleção.

Desde a saída de Daniel Alves, o Brasil não conseguiu estabelecer um titular absoluto para a posição. Nomes como Danilo, Vanderson, Yan Couto, Wesley, Dodô, Paulo Henrique e o próprio Royal passaram pelas convocações nos últimos anos.

A rotatividade aumentou especialmente depois da Copa de 2022. Somente entre 2023 e o Mundial de 2026, 12 jogadores diferentes foram convocados para atuar pelo lado direito da defesa brasileira.

Passaram pelo setor Danilo, Wesley, Ibañez, Éder Militão, Dodô, Arthur, Emerson Royal, Paulo Henrique, Vanderson, Vitinho, William e Yan Couto.

A indefinição ficou evidente até na última Copa. Wesley havia conquistado espaço com Carlo Ancelotti, mas sofreu uma lesão antes da estreia e foi cortado. Em vez de chamar outro lateral-direito, o treinador convocou o volante Éderson e utilizou jogadores com características mais defensivas como alternativas para o setor.

É ai que Royal pretende voltar à disputa.

Depois de um início de trajetória no Flamengo marcado por oscilações, o lateral tem apresentado evolução desde a retomada do calendário e tenta transformar a sequência positiva em regularidade. A concorrência com Varela continua, mas as boas atuações aumentam a confiança de quem já conhece o ambiente da Seleção.

Com experiência por Barcelona, Betis, Tottenham e Milan, além das dez partidas pelo Brasil, Royal sabe que não parte do zero. E, diante de uma lateral direita ainda sem um dono definitivo, vê no bom momento pelo Flamengo a oportunidade de voltar a bater na porta da Seleção.

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