O Fluminense veio à campo às 19h (horário de Brasília) na noite desta terça-feira (18) para encarar o Ind. Rivadavia, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores.
Após empate sem gols no Maracanã, o Estádio Malvinas Argentinas recebeu o confronto decisivo, apitado pelo colombiano Andres Rojas, numa noite marcada por decisões polêmicas por parte da arbitragem.
No primeiro tempo se apresentou um confronto pouco movimentado, muito estudado e de posse majoritária para o Tricolor, mas sem muitos sustos.
A segunda etapa prometeu mais emoção, mesmo as duas equipes voltando iguais. Logo aos 57 minutos, Canobbio fez uma falta perto da grande área e recebeu o segundo amarelo, sendo assim expulso e gerando apreensão por parte da torcida.
O uruguaio, que não tem um retrospecto positivo em partidas decisivas, já havia perdido pênalti no ano passado e sido expulso na Copa do Mundo pelo Uruguai. Mais uma vez, poderia ter arriscado a classificação, porém o Fluminense não se intimidou e Marcão fez substituições ofensivas.
Mais uma vez, o brilho do treinador apareceu na jogada do gol inesperado Tricolor. Em bola ajeitada por Acosta, Hércules, que já tinha amarelo e estava sendo muito criticado pela torcida durante o jogo, acertou um passe de ‘camisa 10’ para a corrida de Serna, que, por trás da defesa, ganhou a frente e finalizou a bola para o fundo da rede, aos 75 minutos.
Com um a menos, o Fluminense explodiu sua torcida de êxtase e fechou a casinha, buscando manter a vantagem no placar. Com apenas 3 alterações, Millan entrou na vaga de Soteldo, fazendo uma linha de 3 zagueiros, para rebater a bola aérea constante.
A estratégia deu certo, até certo ponto. À medida que o Ind. Rivadavia alçava bolas na área, ganhava campo e espaço para cruzar. Foi assim que, logo no começo dos acréscimos, Salas bateu cruzado rasteiro e, após desvio do ataque argentino, a bola pegou no braço de Ignácio, já sendo recolhido pelo defensor.
O lance gerou reclamação imediata, mas o juíz, na frente do lance, sinalizava apenas escanteio. Porém, o VAR solicitou a revisão, e a decisão final foi pênalti, gerando muita contradição por quem analisava a imagem reprisar, contrariando o critério de penalidades.
Arce foi o responsável por empatar o jogo na marca da cal, deslocando Fábio, aos 97. Ainda no último lance, Serna desarmou o último homem da equipe da casa, mas na hora de finalizar e botar o Fluminense em vantagem novamente, pegou mal na bola e isolou, na última chance crucial do jogo.
Nos pênaltis, o drama se fez. Thiago Silva e Fernandez fizeram os primeiros. Porém, Acosta perdeu o segundo para o Fluminense. Villalba e Renê converteram suas cobranças, mas Florentin teve sua cobrança defendida pelo goleiro e ídolo Tricolor. Hércules, Salas, Martinelli e Arce completaram as cinco cobranças, com empate em 4×4.
Nas alternadas, Guga abriu e acertou, jogando a pressão para Atencio, que bateu à meia altura e consagrou a enorme defesa de Fábio, para a felicidade do Fluminense, classificando o clube carioca para as quartas de final da competição internacional mais importante do continente.
Após um jogo dramático e heroico, o Fluminense se classifica após demissão de Zubeldía, numa crescente moral com Marcão, Serna e brilho de ídolos.
Sem Savarino e Riquelme, que sentiram dores e não viajaram, o Fluminense também teve os desfalques de John Kennedy e Igor Rabello, que estão em meio de procedimentos cirúrgicos para tratar lesão ligamentar e clavicular, respectivamente.
O Fluminense volta à campo no próximo sábado (22) para enfrentar o Remo, às 16h (horário de Brasília), pelo Campeonato Brasileiro.


