De professores a estoquistas: conheça um pouco sobre o Auckland City, time goleado pelo Bayern de Munique

Com elenco formado por trabalhadores e estrutura amadora, clube neozelandês enfrenta gigantes do futebol mundial em estreia difícil no Mundial de Clubes.

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O Auckland City, representante da Oceania na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, estreou na competição neste domingo (15) com uma derrota histórica.

O clube neozelandês foi goleado pelo poderoso Bayern de Munique por 10 a 0 — a maior goleada registrada até o momento no torneio.

Um confronto de realidades

Enquanto o Bayern é uma superpotência do futebol mundial, com estrutura milionária e elenco estrelado, o Auckland City é gerido de forma amadora.

Seus jogadores mantêm empregos paralelos e conciliam a rotina de trabalho com os treinos.

Um exemplo disso é o goleiro Conor Tracey, que atua como estoquista em uma farmacêutica local.

Conor Tracey, goleiro do time neozelandês, trabalhando como estoquista em uma farmacêutica local. Foto: X

Apesar das limitações, o Auckland City é soberano no futebol da Oceania. O clube venceu 13 edições da Liga dos Campeões da OFC em 22 disputadas.

No entanto, no Mundial de Clubes, o desempenho é modesto: em 12 participações, a equipe avançou da primeira fase apenas duas vezes — nos anos de 2009 e 2014.

Fundado em 2004, o Auckland City surgiu juntamente com a criação da liga nacional da Nova Zelândia. Desde então, o clube sobrevive com o apoio financeiro de torcedores e com os próprios salários dos atletas.

Seu estádio, o Kiwitea Street, comporta cerca de 3.500 torcedores. Um contraste gritante se comparado aos estádios das outras equipes do grupo: a Allianz Arena, do Bayern de Munique, abriga mais de 75 mil pessoas; o Estádio da Luz, do Benfica, mais de 65 mil; e La Bombonera, do Boca Juniors, cerca de 57 mil.

No Mundial, o Auckland City integra o mesmo grupo de Bayern de Munique, Benfica e Boca Juniors — todos gigantes do futebol mundial.

A equipe neozelandesa enfrenta uma missão quase impossível: tentar uma vaga nas fases finais da competição contra adversários com recursos e estruturas incomparáveis.

Confira a profissão de cada jogador do Auckland City

  • Adam Mitchell (Zagueiro) – Corretor de imóveis
  • Conor Tracey (Goleiro) – Estoquista
  • Mario Ilich (Meia) – Representante de vendas da Coca-Cola
  • Christian Gray (Zagueiro) – Professor em formação
  • Nikko Boxall (Zagueiro) – Corretor em empresa de seguros
  • Paris Domfeh (Meia) – Estudante universitário
  • Myer Bevan (Atacante) – Estuda educação física e personal training
  • Gerard Garriga (Meia) – Treinador em academia de futebol
  • Angus Kilkolly (Atacante) – Operador em empresa de ferramentas
  • Dylan Manickum (Meia) – Engenheiro assistente de obra
  • Ryan De Vries (Atacante) – Polidor de carros
  • Regont Murati (Lateral) – Product Owner
  • Jordan Vale (Lateral) – Professor em escola de ensino fundamental
  • Jeremy Foo (Meia) – Estudante de ciências
  • Jerson Lagos (Atacante) – Barbeiro
  • Sebastián Ciganda (Goleiro) – Limpador de piscinas
  • Dylan Connolly (Lateral) – Fisioterapeuta
  • Matt Ellis (Meia) – Assistente de vendas em empresa de alimentos
  • Adam Bell (Lateral) – Vendedor no varejo e estudante
  • Tong Zhou (Meia) – Líder de programa comunitário e educador ligado ao King’s College
  • Alfie Rogers (Lateral) – Representante de vendas da Coca-Cola
  • Natha Garrow (Goleiro) – Estudante em tempo integral
  • Michael De Heijer (Zagueiro) – Líder de equipe na LifeChanger Foundation
  • David Yoo (Meia) – Treinador comunitário de futebol
  • Ryan Ellis (Atacante) – Estudante universitário e técnico de base
  • Haris Zeb (Atacante) – Treinador comunitário de futebol
  • Areya Prasad (Goleiro) – Estudante do St. Peter’s College
  • Jackson Manuel (Meia) – Treinador comunitário de futebol

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