Black Friday 2023: supermercados superam expectativas e registram aumento de até 41%

Segundo levantamento da IZIO&Co com 51 redes varejistas alimentares e 301 mil consumidores, a categoria de bebidas destiladas foi a mais procurada na data

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Vários estudos indicam um declínio nas vendas da Black Friday deste ano em comparação a 2022, se tornando a segunda edição mais fraca desde que passou a fazer parte do calendário comercial do Brasil, em 2010.

Por outro lado, uma pesquisa da IZIO&Co, principal plataforma de ativação varejista do Brasil, revelou que diversos supermercados superaram as suas projeções em meio às adversidades do período. Envolvendo 51 varejos do setor alimentício e mais de 301 mil shoppers, o levantamento destacou um desempenho forte em diversas categorias, como a de Bebidas Destiladas, que cresceu 41,5% em relação ao ano passado.

Logo em seguida, os itens de Cama, Mesa e Banho também obtiveram uma demanda expressiva, com aumento de 35%. Por fim, o grupo de Folhagens e Hortifruti Congelados foram outros dos responsáveis pelas boas conversões nas marcas pesquisadas nos supermercados durante a data, com crescimento de 33,3% e 27,9%, respectivamente.

Segundo Rodrigo Matheus, CMO & CPO da IZIO&Co, os dados mostram uma mudança nos hábitos de consumo dos clientes, a qual o segmento precisa se atentar nos próximos anos. “De Vinhos e Espumantes a produtos de Jardinagem e Decoração, diversas categorias sazonais e de nicho tomaram a frente nas vendas. Portanto, após uma Black Friday irregular para vários varejistas, é importante que o setor enxergue que há uma infinidade de possibilidades de estratégias a serem abraçadas, sempre considerando oportunidades de alinhar os seus objetivos às necessidades do público”, diz.

O especialista ainda reforça que, mesmo em uma era digital, a presença física foi fundamental para os supermercados que fizeram parte do levantamento lidarem com os desafios da sexta-feira. Ao todo, a análise contemplou 580 lojas, que realizaram mais de 806 mil transações.

“As vendas presenciais aumentaram consideravelmente, contrastando com a queda observada no e-commerce. São números que desafiam a noção de que os canais online podem substituir completamente a experiência de adquirir um produto em um estabelecimento físico do varejo. Precisamos sempre pensar na estratégia de canais de uma forma complementar e não excludentes” conclui.